WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
Destaques

Decisões do TSE são mais rápidas para Flávio; pedidos de Lula são travados



A decisão de Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de derrubar neste domingo o canal de WhatsApp “Exército do Lula” reforça o contraste com o entendimento do próprio ministro e do colega André Mendonça sobre os pedidos da coligação de Lula (PT) contra a chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

Em nova ofensiva, Nunes Marques manda apurar canal “Exército de Lula”

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, pediu uma apuração técnica urgente sobre a circulação de conteúdos falsos em redes digitais e no canal “Exército de Lula”, em mais um capítulo do embate com o corregedor-geral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia revogado a suspensão do canal administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).

Nunes Marques determinou que o WhatsApp derrubasse o canal em um prazo de três horas, atendendo a um pedido feito no sábado (10) pela campanha de Flávio Bolsonaro. A ordem, porém, foi anulada horas depois por nova decisão de Cueva.

O corregedor do TSE e relator do pedido havia concedido, ainda no sábado, um prazo de cinco dias para a apresentação de provas pela candidatura de Flávio, que pedia a derrubada do canal de André Janones.

André Mendonça determina suspensão de impulsionamento de publicações

Neste domingo, André Mendonça também determinou, após pedido da campanha de Flávio apresentado na quinta-feira (8), que a campanha de Lula suspendesse o impulsionamento pago de publicações no Instagram e no Facebook contra o senador.

Já em decisão colegiada e por unanimidade, o TSE mandou a campanha de Flávio retirar do ar três publicações feitas na rede social X, atendendo a um pedido da campanha petista. As publicações foram feitas nos dias 30 e 31 de maio de 2026.

As decisões travadas por Nunes Marques e Mendonça

Representações da coligação de Lula foram paralisadas por Nunes Marques e André Mendonça desde o início do segundo turno. Três são sobre ataques em redes sociais, travadas com pedidos de destaque em plenário virtual, e outras são ações contra desinformação, uso de inteligência artificial e redução de alcance nas plataformas digitais.

Na sexta-feira (9), Mendonça recusou liminarmente três processos movidos pela coligação contra publicações de Flávio Bolsonaro e de perfis bolsonaristas, como a página “Dama de Ferro”, no X, e postagens no Instagram.

“A utilização de declaração verdadeira para sustentar conclusão política exagerada, unilateral ou contestável não se confunde, necessariamente, com a divulgação de fato sabidamente inverídico”, afirmou André Mendonça em seu relatório sobre o pedido da coligação de Lula.

Nunes Marques paralisou o pedido mesmo com placar de 5 a 1 a favor da coligação de Lula. Ao levar os recursos ao plenário virtual, cinco dos sete ministros do TSE votaram contra Mendonça e a favor do pedido de Lula para determinar a remoção imediata dos vídeos.

Quando o placar já estava em 5 a 1 para derrubar os conteúdos de Flávio Bolsonaro, Nunes Marques apresentou pedido de destaque e transferiu o julgamento para o plenário físico.

Campanha de Lula questiona alcance de publicações nas redes sociais

Na quinta-feira (8), a chapa petista acionou o TSE alegando que a Meta estaria promovendo uma redução ou “zeramento” artificial do alcance de conteúdos pró-Lula, além de ter desabilitado a conta oficial de anúncios da campanha.

A coligação pediu tutela de urgência, mas o juiz auxiliar Marco Aurélio Bellizze, designado por Nunes Marques, não a concedeu. Em vez disso, determinou prazo de 48 horas para a manifestação técnica da Meta.

No mesmo dia, a coligação entrou com uma ação acusando Flávio Bolsonaro, o candidato a vice, Alfredo Gaspar, e Pablo Marçal de abuso de poder econômico.

Segundo a campanha petista, a chapa adversária estaria pagando apoiadores com ativos virtuais e promovendo a venda irregular de produtos de campanha. O pedido não foi deferido, e a ação foi direcionada para a fase de instrução e coleta de provas, sem efeito prático liminar até o segundo turno.

Na sexta-feira, a coligação apresentou novo pedido, desta vez para a remoção de um vídeo de Pablo Marçal com manipulação de áudio de Lula e Eduardo Paes, de 2016, relacionado aos evangélicos. Os pedidos liminares ainda não haviam sido analisados.

 

Fonte: notícias.UOL

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Botão Voltar ao topo