{"id":40871,"date":"2026-10-13T07:49:39","date_gmt":"2026-10-13T10:49:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agravo.blog.br\/blog\/?p=40871"},"modified":"2026-10-13T08:00:02","modified_gmt":"2026-10-13T11:00:02","slug":"balanca-do-agro-mantem-recorde-e-exportacoes-chegam-a-us-1336-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.agravo.blog.br\/blog\/2026\/10\/13\/balanca-do-agro-mantem-recorde-e-exportacoes-chegam-a-us-1336-bilhoes\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7a do agro mant\u00e9m recorde e exporta\u00e7\u00f5es chegam a US$ 133,6 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro registrou US$ 133,6 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 5,5% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. O resultado mant\u00e9m o setor no caminho para alcan\u00e7ar um novo recorde anual, mas as perspectivas para os \u00faltimos tr\u00eas meses do ano s\u00e3o cercadas de incertezas, principalmente devido \u00e0s mudan\u00e7as no com\u00e9rcio internacional e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das compras chinesas de produtos brasileiros.<\/p>\n<p>Os dados mostram que o setor mant\u00e9m um ritmo elevado de vendas externas. A m\u00e9dia mensal das exporta\u00e7\u00f5es passou de US$ 14,1 bilh\u00f5es em 2025 para US$ 15,2 bilh\u00f5es em 2026. No ano passado, as vendas internacionais do agroneg\u00f3cio atingiram o recorde de US$ 169,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar do avan\u00e7o, a participa\u00e7\u00e3o do agro nas exporta\u00e7\u00f5es totais brasileiras recuou de 49,1% nos nove primeiros meses de 2025 para 46,9% no mesmo intervalo deste ano. A queda n\u00e3o significa necessariamente redu\u00e7\u00e3o das vendas do setor, mas reflete tamb\u00e9m a melhora do desempenho de outras atividades da economia brasileira.<\/p>\n<p><strong>Soja e carnes lideram as exporta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A soja continua sendo um dos principais motores das receitas do agroneg\u00f3cio. O complexo soja movimentou US$ 52,2 bilh\u00f5es at\u00e9 setembro, impulsionado pelo volume exportado e pela valoriza\u00e7\u00e3o do produto. As vendas de soja em gr\u00e3o chegaram a 100 milh\u00f5es de toneladas, com pre\u00e7o m\u00e9dio de US$ 429 por tonelada, alta de 8%.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de carnes tamb\u00e9m apresentaram desempenho expressivo. O segmento gerou US$ 26 bilh\u00f5es no per\u00edodo, crescimento de 15% em rela\u00e7\u00e3o aos nove primeiros meses de 2025.<\/p>\n<p>Desse total, a carne bovina respondeu por US$ 14 bilh\u00f5es, valor 14% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior. A antecipa\u00e7\u00e3o de compras por parte de mercados como China e Uni\u00e3o Europeia, al\u00e9m da retomada das vendas aos Estados Unidos sem as tarifas impostas anteriormente, contribuiu para o resultado.<\/p>\n<p>O setor de frutas tamb\u00e9m avan\u00e7ou no mercado internacional, com receitas de US$ 1,18 bilh\u00e3o, crescimento de 18%.<\/p>\n<p><strong>China \u00e9 um dos principais pontos de aten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O comportamento da demanda chinesa aparece entre os fatores que podem limitar o desempenho do agroneg\u00f3cio no \u00faltimo trimestre de 2026.<\/p>\n<p>Em setembro, a China comprou 12% menos soja brasileira do que no mesmo m\u00eas de 2025. A mudan\u00e7a est\u00e1 relacionada, entre outros fatores, ao aumento das aquisi\u00e7\u00f5es de soja norte-americana por raz\u00f5es comerciais e pol\u00edticas.<\/p>\n<p>No mercado de carne bovina, a redu\u00e7\u00e3o foi ainda mais acentuada: as compras chinesas ficaram 94% abaixo das registradas em setembro do ano passado. Segundo a reportagem da Folha de S.Paulo, o esgotamento da cota de importa\u00e7\u00e3o sujeita a condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis, ap\u00f3s a qual incide uma tarifa adicional de 55%, contribuiu para a retra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es comerciais com a China ser\u00e1 determinante para avaliar se o Brasil conseguir\u00e1 manter o ritmo de crescimento das exporta\u00e7\u00f5es at\u00e9 dezembro.<\/p>\n<p><strong>Caf\u00e9 e a\u00e7\u00facar registram perdas<\/strong><\/p>\n<p>Nem todos os segmentos do agroneg\u00f3cio tiveram resultados positivos. As exporta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9 apresentaram queda de 5,5% no volume, enquanto os pre\u00e7os m\u00e9dios recuaram 6%.<\/p>\n<p>No setor sucroalcooleiro, o cen\u00e1rio tamb\u00e9m foi desfavor\u00e1vel. Os pre\u00e7os internacionais m\u00e9dios do a\u00e7\u00facar ca\u00edram 18%, e o volume exportado ficou 13% abaixo do registrado entre janeiro e setembro de 2025.<\/p>\n<p>Essas perdas mostram que o desempenho do agroneg\u00f3cio brasileiro continua sujeito \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es dos pre\u00e7os internacionais, \u00e0 demanda dos principais compradores e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Exporta\u00e7\u00f5es atingem recordes em diferentes produtos<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo diante das dificuldades de alguns segmentos, o levantamento registra recordes em diferentes cadeias produtivas. Al\u00e9m das 100 milh\u00f5es de toneladas de soja em gr\u00e3o exportadas, o Brasil alcan\u00e7ou US$ 13 bilh\u00f5es em receitas com carne bovina in natura e exportou 20 milh\u00f5es de toneladas de farelo de soja.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram registrados recordes de volume e receita nas exporta\u00e7\u00f5es de frango e algod\u00e3o. A carne su\u00edna e os bovinos vivos atingiram marcas hist\u00f3ricas em quantidade, enquanto a celulose alcan\u00e7ou recorde em valor financeiro.<\/p>\n<p>Os cinco principais grupos de produtos \u2014 complexo soja, carnes, produtos florestais, caf\u00e9 e setor sucroalcooleiro \u2014 concentraram 81,4% das receitas externas do agroneg\u00f3cio, evidenciando o peso dessas cadeias na pauta exportadora brasileira.<\/p>\n<p><strong>\u00daltimo trimestre ser\u00e1 decisivo<\/strong><\/p>\n<p>O desempenho acumulado at\u00e9 setembro coloca o agroneg\u00f3cio em posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel para buscar um novo recorde anual. Entretanto, o resultado depender\u00e1 da capacidade de manter os embarques, da evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os internacionais e, sobretudo, do comportamento dos grandes compradores.<\/p>\n<p>A retra\u00e7\u00e3o recente das compras chinesas de soja e carne bovina, somada \u00e0s perdas em segmentos como caf\u00e9 e a\u00e7\u00facar, torna o fechamento de 2026 menos previs\u00edvel. O setor chega \u00e0 reta final do ano com resultados expressivos, mas ainda enfrenta desafios importantes no mercado internacional.<\/p>\n<p><strong>Fonte e cr\u00e9dito<\/strong>: <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/vaivem\/2026\/10\/balanca-do-agro-mantem-recorde-mas-ultimo-trimestre-e-incognita.shtml\">reportagem de Mauro Zafalon, publicada na coluna Vaiv\u00e9m das Commodities, da Folha de S.Paulo, em 12 de outubro de 2026.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro registrou US$ 133,6 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 5,5% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. 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