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:: ‘Operação Lava Jato’

PC do B, PT e PP receberiam propina do Minha Casa Minha Vida, diz revista

Aldo Rebelo recebia um terço de propina voltada ao PCdoB, diz delator. Foto: Antônio Cruz / Abr

Aldo Rebelo recebia um terço de propina voltada ao PCdoB, diz delator. Foto: Antônio Cruz / Abr

O vazamento de um outro trecho da delação premiada do ex-deputado federal e ex-presidente do PP Pedro Corrêa (PE) lança suspeitas sobre o PC do B e um dos seus principais líderes, o ex-ministro Aldo Rebelo (SP). De acordo com o relato, o partido dividiria com PT e PP propina de obras do programa Minha Casa Minha Vida.

As informações, segundo reportagem da revista Veja, estão no anexo 27 da delação, que já foi concluída e depende de homologação do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Corrêa afirma que, no segundo mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, o PC do B comandou a Diretoria de Produção Habitacional do Ministério das Cidades. O setor era chefiado por Daniel Nolasco, filiado à legenda e supostamente indicado por Aldo.

O esquema do PCdoB era dividido com o PT e com o PP e operou cobrando propinas na construção de pelo menos 100 000 casas populares. Segundo Corrêa, apenas uma empreiteira com contratos no Maranhão pagou 400 000 reais aos corruptos. Leia a matéria completa na Revista Veja.

Ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pede demissão

18nov2014---o-presidente-da-camara-dos-deputados-henrique-eduardo-alves-pmdb-rn-comanda-sessao-de-votacao-da-camara-em-brasilia-df-1429140991924_300x300O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu demissão do cargo nesta quinta-feira, informou o Palácio do Planalto.

Alves foi um dos políticos citados em delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e teria recebido propina de R$ 1,55 milhão entre 2008 e 2014.

Deixando o Ministério, ele perde o foro privilegiado. A última vez que tentou se eleger a um cargo que garantiria essa condição foi em 2014, quando se candidatou ao governo do Rio Grande do Norte, mas perdeu para Robinson Faria (PSD).

Henrique Alves é o terceiro ministro do governo interino de Michel Temer a sair do cargo. Romero Jucá se licenciou do Planejamento e Fabiano Silveira pediu demissão da Transparência. Ambos haviam sido citados em gravações de Machado.

Defesa de Lula recorre ao STF contra decisão que mandou investigação para Moro

Lula não tem direito a fórum especial porque carece de mandato. Mesmo assim tudo fará para ser investigado e, se for o caso, julgado pelo Supremo. Por Moro, jamais.

Lula não tem direito a fórum especial porque carece de mandato. Mesmo assim tudo fará para ser investigado e, se for o caso, julgado pelo Supremo. Por Moro, jamais.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu hoje (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter na Corte as investigações nas quais é alvo na Operação Lava Jato. Na petição enviada ao Supremo, os advogados pedem que o ministro Teori Zavascki ou o plenário do tribunal reveja decisão que enviou todos os processos contra Lula para a 13ª Vara Federal em Curitiba, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro.

O ex-presidente é investigado sobre supostas irregularidades na compra de cota de um apartamento tríplex no Guarujá (SP) e em benfeitorias em um sítio frequentado por sua família em Atibaia (SP).

Cardozo prometeu ministro do STJ garantista, diz Odebrecht em delação

Agência O Globo

cardozoExecutivos da Odebrecht afirmaram, por meio dos advogados nas negociações para suas delações premiadas, que José Eduardo Cardozo (foto) prometeu que Dilma Rousseff nomearia um ministro do STJ de perfil “garantista” para a vaga que depois veio a ser ocupada por Marcelo Navarro Ribeiro Dantos.

Por garantista, entende-se um ministro favorável aos direitos de defesa, algo que, segundo a defesa de Marcelo Odebrecht, vem sendo violado pela Justiça ao mantê-lo quase um ano preso.

A afirmação na delação dos executivos da Odebrecht pode complicar a situação de Cardozo, que já é alvo de um pedido de inquérito por obstrução da Justiça.

Em sua delação, Delcídio Amaral afirmou que Dilma lançou uma ofensiva aos tribunais superiores na tentativa de influenciar os desdobramentos da Lava-Jato. Cardozo, segundo Delcídio, teria participado dessas ações.

É possível que ‘poderosos’ encerrem a Lava Jato, alerta procurador

Procurador da República Deltan Dallagnol.

Procurador da República Deltan Dallagnol.

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, faz um alerta: “É sim possível e até provável” que as investigações do maior escândalo de corrupção do País acabem. “Quem conspira contra ela são pessoas que estão dentre as mais poderosas e influentes da República”. Em entrevista ao Jornal Estadão, Deltan afirma que as conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, com o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-presidente José Sarney e o senador e ex-ministro do Planejamento do governo interino Romero Jucá, evidenciam uma trama para “acabar com a Lava Jato”. “Esses planos seriam meras especulações se não tivessem sido tratados pelo presidente do Congresso Nacional”. Para o o procurador, nos diálogos, trata-se abertamente de um “pacto nacional” para impedir o avanço das investigações e da tentativa de um “acordão” entre partidos. Com membros da cúpula do PMDB atualmente na mira – o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão de Renan, Sarney, Jucá e do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha -, Deltan lembra que, anteriormente, a força-tarefa foi acusada de perseguir o PT. “Não vemos pessoas ou partidos como inimigos, nosso inimigo é a corrupção”. Leia mais no Estadão.

STF envia para Moro pedido de abertura de investigação sobre Jaques Wagner

Investigações contra Jaques Wagner vão para as mãos de Moro.

Jaques Wagner (PT)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello determinou hoje (9) a remessa de um pedido de abertura de investigação contra o ex-ministro do Gabinete Pessoal da Presidência da República para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato.

Mello atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o pedido tramite na primeira instância da Justiça Federal em Curitiba, pelo fato de o ex-ministro ter sido exonerado após o afastamento da presidente Dilma Rousseff  e não ter mais foro por prerrogativa de função  no Supremo.

O pedido chegou ao tribunal de forma oculta e não é possível saber quais as denúncias contra Jaques Wagner. Consta na decisão do ministro que a PGR requereu abertura da investigação criminal “em razão de fatos possivelmente ilícitos relacionados a Jaques Wagner, detentor, à época da pretensão formulada, de foro por prerrogativa de função, porquanto ocupava, comstatus de ministro.”

CNT: 62,4 % dos brasileiros aprovam o afastamento de Dilma

Para 68,2%, Dilma será cassada, e 71,4% acreditam que o ex-presidente Lula é culpado.

Para 68,2%, Dilma será cassada, e 71,4% acreditam que o ex-presidente Lula é culpado.

Pesquisa CNT/MDA divulgada hoje (8) perguntou o que o brasileiro pensa em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff: 62,4% dos entrevistados consideram correta a decisão pelo afastamento e 33% avaliam como um erro. Enquanto 61,5% dizem que o processo foi legítimo, 33,3% avaliam que foi ilegítimo. Para 68,2%, Dilma será cassada e Temer permanecerá no cargo, 25,3% acreditam que Dilma reassumirá o cargo.

A pesquisa revela que 89,3% das pessoas dizem ter acompanhado ou ter ouvido falar da Lava Jato. Deste total, 66,9% consideram Dilma culpada pela corrupção que está sendo investigada (o que corresponde a 59,7% da população). Também dentro do percentual de pessoas que se disseram informadas sobre a Lava Jato, 71,4% acreditam que o ex-presidente Lula é culpado (o que corresponde a 63,7% do total de pessoas pesquisadas).

A democracia brasileira sairá fortalecida do processo de impeachment, segundo 45,6% dos entrevistados. Já 34,3% avaliam que a democracia sairá enfraquecida. A antecipação das eleições de 2018 para este ano é bem vista por 50,3% dos brasileiros, 46,1% discordam.

Governo Temer 

A pesquisa indica que 11,3% dos brasileiros avaliam positivamente e 28% negativamente o governo interino do presidente Michel Temer. Para 30,2% dos entrevistados, o atual governo é regular, enquanto 30,5% dizem não saber opinar.

No que se refere ao desempenho pessoal do presidente, 40,4% desaprovam, e 33,8% aprovam. Na comparação entre os governos Temer e Dilma Rousseff, 54,8% dos entrevistados disseram que os governos estão iguais e que não percebem nenhuma mudança no país desde que Temer assumiu interinamente o governo. Para 20,1%, o atual governo está melhor do que o anterior, enquanto 14,9% o consideram pior.

A pesquisa revela que 46,6% dos brasileiros acreditam que a corrupção no governo Temer será igual à ocorrida no governo Dilma. Ainda segundo a CNT, 28,3% acreditam que ela será menor; enquanto 18,6% avaliam que será ainda maior.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas entre os dias 2 e 5 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

Com Lava Jato, Odebrecht demite 50 mil e vê dívida em R$ 110 bilhões

Marcelo Odebrecht: o homem que desprezava dedo-duro entregou-se à delação.

Marcelo Odebrecht: o homem que desprezava dedo-duro entregou-se à delação.

Prestes a completar um ano de prisão, em 19 de junho, o executivo Marcelo Odebrecht está assinando um acordo de delação premiada. Mais do que aliviar a própria pena, o empresário busca salvar o grupo que carrega o seu sobrenome.

A reputação arranhada, somada ao ambiente adverso – com recessão, alta do dólar e crises profundas em alguns dos setores em que o grupo atua -, “está fazendo a empresa sangrar”, como definem executivos próximos à Odebrecht. O balanço consolidado de 2015, previsto para sair nos próximos dias – com mais de um mês de atraso – vai dar uma imagem parcial, pois a situação piorou nos últimos seis meses e ainda não há resultados oficiais do período recente.

Segundo o Estado apurou, a dívida bruta foi de R$ 88 bilhões em 2014 para R$ 110 bilhões, alta de 25%, efeito do dólar e dos juros, mas também da imposição de taxas maiores para sua rolagem A empresa renegocia mais de R$ 25 bilhões em dívidas de empresas do setor agroindustrial e de óleo e gás. Um laudo interno de avaliação dos ativos, feito regularmente para balizar o programa de bônus, pode trazer um cenário mais desagradável. Os próprios executivos acreditam que vai mostrar que o valor do grupo caiu à metade.

Conhecido pela baixa rotatividade e pela fidelidade da equipe, o grupo demitiu mais de 50 mil funcionários, reduzindo o contingente em quase um terço. A equipe voltou a ter praticamente o mesmo tamanho que seis anos atrás: 120 mil trabalhadores. Os cortes não ocorreram pelo ciclo natural de desmobilização de trabalhadores, com a conclusão de obras, mas por falta de novos contratos e até recursos para tocar projetos em andamento. ( Estadão)

Em acordo de delação, Marcelo Odebrecht revela que a presidente Dilma cobrou pessoalmente doação de campanha

Ao narrar o diálogo aos integrantes da Lava Jato, Odebrecht compromete a presidente afastada naquilo que ela alardeava como uma vantagem em relação aos demais políticos mencionados no Petrolão: a pretensa ausência de envolvimento pessoal num malfeito.

Ao narrar o diálogo aos integrantes da Lava Jato, Odebrecht compromete a presidente afastada naquilo que ela alardeava como uma vantagem em relação aos demais políticos mencionados no Petrolão: a pretensa ausência de envolvimento pessoal num malfeito.

A revista Istoé publicou nesta sexta-feira (03), matéria que expõe o diálogo que compromete Dilma.

Entre o primeiro e o segundo turno da eleição de 2014, o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, cobrou de Marcelo Odebrecht uma doação “por fora” no valor de R$ 12 milhões para serem repassados ao marqueteiro João Santana e ao PMDB. Marcelo se recusou a fazer o repasse, mas diante da insistência de Edinho disse que iria procurar Dilma. Dias depois, em encontro pessoal, o empreiteiro e a presidente afastada mantiveram a conversa abaixo:

– Presidente, resolvi procurar a sra. para saber o seguinte: é mesmo para efetuar o pagamento exigido pelo Edinho?, perguntou Odebrecht.

– É para pagar, respondeu Dilma.

Confira a matéria na íntegra clicando aqui.

Lava Jato mira nos 100 maiores da Lei Rouanet

Lava Jato bate recorde de bloqueio em contas na Suíça.

Lava Jato bate recorde de bloqueio em contas na Suíça.

A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba quer avançar agora sobre o financiamento de iniciativas culturais do País por meio da Lei Rouanet.

O delegado da Polícia Federal Eduardo Mauat encaminhou ofício ao Ministério da Transparência Fiscalização e Controle solicitando detalhes sobre os 100 maiores recebedores/captadores de recursos via Lei Rouanet nos últimos 10 anos. O pedido da PF foi enviado no dia 30, segunda-feira, a Fabiano Silveira, que até aquele dia ainda ocupava a cadeira de ministro da Transparência – ele caiu após a divulgação de áudio em que aparece criticando a Lava Jato e a Procuradoria-Geral da República. Silveira orientou o presidente do Senado Renan Calheiros, alvo de doze inquéritos no Supremo Tribunal Federal.

A Lei Rouanet foi criada no governo Fernando Collor (PTC/AL), em 1991. A legislação permite a captação de recursos para projetos culturais por meio de incentivos fiscais para as empresas e pessoas físicas. Na prática, a Lei Rouanet permite, por exemplo, que uma empresa privada direcione parte do dinheiro que iria recolher gastar com impostos para financiar propostas aprovadas pelo Ministério da Cultura para receber recursos. Leia mais no Estadão.

Cerveró diz em delação premiada que Dilma mentiu sobre compra de Pasadena

Estadão Conteúdo

Segundo ex-diretor da Petrobras, Dilma tinha conhecimento sobre cláusulas que encareceram a compra da refinaria.

Segundo ex-diretor da Petrobras, Dilma tinha conhecimento sobre cláusulas que encareceram a compra da refinaria.

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou em sua delação premiada que no polêmico capítulo da compra da Refinaria de Pasadena, no Texas – negócio que teria provocado prejuízo de US$ 1 bilhão à Petrobras, em 2006 – “comissões internas (da estatal petrolífera) objetivavam apenas eximir de responsabilidade o Conselho de Administração e, especialmente, Dilma Rousseff”.

Segundo Cerveró, em certa ocasião a então presidente da Petrobras Graça Foster lhe teria dito que estava ali “para defender a Dilma”.

As informações de Cerveró sobre Pasadena, Dilma e Graça estão no Termo de Colaboração número 6, que prestou dia 7 de dezembro – apenas 12 dias depois da prisão do então senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS). O delator foi o pivô da cassação de Delcídio.

O Termo 6 é dedicado à aquisição da Refinaria de petróleo nos Estados Unidos. O delator fez o depoimento a dois delegados da Polícia Federal e dois procuradores da República.

Cerveró apontou que os membros do Conselho de Administração da Petrobras “tinham consciência das cláusulas put aption e marlin” que encareceram o negócio para a estatal e obrigaram a compra da outra metade da refinaria da sócia belga Astra Oil.

“Que não corresponde à realidade a afirmativa de Dilma Rousseff de que somente aprovou a aquisição porque não sabia dessas cláusulas”, afirmou Cerveró. :: LEIA MAIS »

Em delação, Pedro Corrêa diz que Lula articulou esquema na Petrobras

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Reportagem veiculada pela revista Veja em sua edição deste fim de semana trouxe a informação de que o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), condenado no Mensalão e na Lava Jato, afirmou em delação premiada na Procuradoria-Geral da República que o ex-presidente Lula articulou esquema de corrupção na Petrobras. Lula teria imposto rigorosamente a nomeação do engenheiro Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento da estatal petrolífera, em 2004.

A delação de Pedro Corrêa ainda não foi homologada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a reportagem, o relato do ex-deputado, preso em 2015 por ordem do juiz federal Sérgio Moro, preenche 72 anexos que somam 132 páginas e implicam ao menos 18 políticos, entre deputados, senadores, ministro do TCU, ex-ministros e ex-presidentes.

Corrêa admite que recebeu propina de quase vinte órgãos do governo ao longo de sua vida política, tendo começado a captar dinheiro ilícito ainda na década de 1970, em contratos do extinto Inamps. Ele relata casos envolvendo outros delatores, como o ex-senador Delcídio Amaral.

Segundo ele, o então presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra teria dito a Lula que não era da tradição da estatal preencher cargos por indicação política. Mas Lula, afirmou o delator, ordenou a nomeação de Paulo Roberto Costa para a Abastecimento – primeiro bolsão de propinas instalado na Petrobras, segundo a Lava Jato.

Em um dos depoimentos, de acordo com Veja, parlamentares do PP foram reclamar com Lula sobre o avanço do PMDB nas propinas que eram pagas à diretoria de Abastecimento, cota do PP no esquema de corrupção na Petrobras. Na ocasião, o petista teria dito aos deputados do PP que eles estavam “com as burras cheias de dinheiro” e que também tinha que “atender os outros aliados”.

Janot diz que Moro não violou competência ao divulgar conversa de Dilma e Lula

Presidente afastada Dilma

Presidente afastada Dilma Roussef.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgou parecer afirmando que o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos da Operação Lava Jato na primeira instância, não violou a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) ao divulgar as gravações de interceptações telefônicas entre a presidente afastada Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que ainda que seja admitida irregularidade no levantamento do sigilo, não houve violação de competência do Supremo, uma vez que, partir das gravações, o processo indicava elementos mínimos da prática de um fato que pudesse caracterizar crime por parte da Dilma. Janot opinou pelo não seguimento de uma Reclamação ajuizada por Dilma, ou pela “total improcedência” do pedido. No entanto, Janot não analisou se houve ou não ilegalidade na divulgação das conversas.

Dilma ajuizou a Reclamação 23.457 contra a decisão da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba que autorizou a quebra de sigilo telefônico. A presidente afastada alegou que houve usurpação de competência do STF pois durante a interceptação telefônica que investigava Lula foram captadas conversas mantidas com a Presidente da República. Por isso, alega Dilma, Moro deveria ter encaminhado as conversas ao STF assim que constatou a conversa com a presidente. :: LEIA MAIS »

PF deflagra 30ª fase da Lava Jato

operaçaolavajatoA Polícia Federal juntamente com a Receita Federal deflagrou nesta manhã a 30ª fase da Operação Lava Jato, chamada Operação Vício.

Cerca de 50 Policiais Federais e 10 servidores da Receita Federal cumprem 28 mandados de busca e apreensão, 2 mandados de prisão preventiva e 9 mandados de condução coercitiva nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

As investigações estão inseridas diretamente no já revelado esquema de corrupção e lavagem de ativos decorrentes de contratos firmados com a Petrobrás.

Nesta etapa, três grupos de empresas são investigados por terem se utilizado de operadores e de contratos fictícios de prestação de serviços para repassar, notadamente, à Diretoria de Serviços e Engenharia e Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, respectivamente cotas do PT e do PP no esquema de corrupção da estatal.

Aos investigados estão sendo atribuídos, dentre outros, crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de ativos.

A menção ao termo Vício remete à sistemática, repetida e aparentemente dependente, prática de corrupção por determinados funcionários da estatal e agentes políticos que aparentam não atuar de outra forma senão através de atos lesivos ao Estado. O termo ainda remete a ideia de que alguns setores do Estado precisam passar por um processo de desintoxicação do modo corrupto de contratar presente não ação de seus representantes.

Em outro procedimento estão sendo cumpridos mandados que buscam a apuração de pagamentos indevidos a um executivo da área internacional da Petrobrás, cota do PMDB no esquema, em contratos firmados para aquisição de navios-sondas.

Os presos e o material apreendido devem ser levados ainda hoje para a PF em Curitiba.

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