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:: ‘Carne’

Mais de uma tonelada de carne é apreendida em Aurelino Leal

Apreensão foi feita em Aurelino Leal, no sul do estado, após denúncia anônima. Foto: TV Santa Cruz

Mais de uma tonelada de carne foi apreendida na quinta-feira (20), na cidade de Aurelino Leal, no sul da Bahia, após denúncia anônima. O dono do material é um fazendeiro, pego em flagrante transportando a carne, que estava coberta com uma lona, em um carro sem refrigeração. A apreensão foi feita por uma equipe da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada a Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), que também multou o homem em R$ 20 mil.

Conforme Adab, o fazendeiro confessou que fazia abate ilegal de gado na propriedade dele, situada na zona rural do mesmo município onde a carne foi encontrada. Foram apreendidos ainda quatro carcaças bovinas com vísceras. Segundo a equipe da Adab, são materiais impróprios para consumo humano, porque foram abatidos em locais impróprios, sem procedência.

Ainda conforme a agência, o abate correto deve ser em frigorífico credenciado, com inspeção de médico veterinário para saber a procedência do gado. Na região sul da Bahia, o pecuarista paga para o abate, uma taxa entre R$ 40 e R$ 60 por cada cabeça de gado.

O material apreendido foi incinerado ainda na tarde desta quinta-feita, em Itabuna, cidade do sul do estado. A Adab também abrirá processo administrativo contra o fazendeiro e vai fiscalizar a propriedade.

Empresas “maquiavam” carne vencida e subornavam fiscais de ministério, diz PF

Ao longo das investigações que culminaram na Operação Carne Fraca, deflagrada hoje (17) de manhã, a Polícia Federal (PF) descobriu que os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso “maquiavam” carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. As empresas, então, subornavam fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.

“Tudo isso nos mostra que o que interessa a esses grupos corporativos na área alimentícia é, realmente, um mercado independente da saúde pública, independente da coletividade, da quantidade de doenças e da quantidade de situações prejudiciais que isso [a prática criminosa] causa”, afirmou o delegado federal Maurício Moscardi Grillo, em entrevista coletiva no fim da manhã, na sede da PF em Curitiba. Também participaram da coletiva o superintendente da corporação, Rosalvo Ferreira Franco, o delegado Igor Romário de Paula e o auditor da Receita Federal Roberto Leonel de Oliveira Lima.

Algumas das maiores empresas do ramo alimentício do país estão na mira da operação, entre as quais a JBS, dona de marcas como Big Frango e Seara, e a BRF, detentora das marcas Sadia e Perdigão. A Justiça Federal no Paraná (JFPR) determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão das empresas investigadas, que também são alvo de parte dos mandados de prisão preventiva, condução coercitiva e busca e apreensão expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba. :: LEIA MAIS »

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