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:: ‘Artigo’

Lagoa Encantada: Um paraíso ilheense pedindo ajuda

Por Jamesson Araújo

Paraíso chamado Lagoa Encantada. Foto Jamesson Araújo.

No sábado (18) estive em Lagoa Encantada, local pertencente ao município de Ilhéus, e igualmente abençoando por Deus com muita beleza natural. Qualquer turista ou nativo se apaixona pela simplicidade da comunidade e a vasta opção de passeio ecológico com cachoeiras, nascentes, rios, e claro, a imponente Lagoa Encantada. São 10 km² de espelho de água cercados por mata nativa de uma Área de Preservação Ambiental (APA), com uma distância de 34 km do centro de Ilhéus (sendo 12 km em estrada de terra).

Infelizmente, esse paraíso não é trabalhado profissionalmente pela secretaria de Turismo de Ilhéus e como outros distritos com opções de turismo ecológico sofrem com o amadorismo dos governantes que passaram e que estão atualmente no poder.

Muitos ilheenses se perguntam por que Ilhéus não consegue desenvolver o turismo como carro chefe do município, gerando receita e centenas de postos de trabalho. O que falta? Falta planejamento, profissionalismo, e principalmente colocar na cabeça que o turismo de Ilhéus é diferente de Porto Seguro. Desculpe-me Porto Seguro, mas Ilhéus dá um banho em belezas naturais. A prefeitura de Ilhéus está preocupada com o Carnaval e esquece seu potencial, que é a natureza.

A caminho da Lagoa Encantada enfrentamos uma estrada péssima, com buracos e valetas enormes, que segundo os ribeirinhos atrapalha e muito o acesso de turistas e nativos. O Posto de Saúde funciona precariamente (como em toda cidade) apenas com uma enfermeira, e médico há muito tempo não aparece por lá.

Aconselhamos a secretaria de meio Ambiente a percorrer os 12Km, pois tem muita coisa irregular acontecendo, inclusive uma invasão a APA.

Com a indicação do amigo Gilson Dichera, fomos guiados pelo guia turístico e leitor do Blog Agravo, Jhon Menezes, e por outro amigo, Marcelo, comandante da embarcação. Percorrendo a Lagoa, fomos até o local onde a novela Renascer foi gravada, e ao fundo uma cachoeira imponente de 45 metros de caída, digna de registro (Vídeo). A Lagoa estava cheia, aumentando ainda mais sua beleza. Pelo pouco tempo, não deu para explorar outros locais indicados pelo guia.

Vídeo:

Além da beleza natural, a Lagoa também tem uma culinária maravilhosa, com moquecas de pitu e peixes frescos pescados na própria Lagoa. Almoçamos no restaurante do Sr. Fábio, de frente para a Lagoa, com uma comida sublime, que deixa qualquer restaurante cinco estrelas no chinelo.

No intervalo de 20 minutos de travessia, ouvimos o pedido de ajuda Jhon, que salientou a falta de atenção por parte do poder público. “Durante o verão, chegamos a ter mais de 700 turistas por dia, e não temos o apoio da prefeitura. Os itabunenses conhecem mais a Lagoa do que os ilheenses. 80% são de Itabuna”.  Outro reclame da comunidade é o horário do transporte público, pois o ultimo ônibus sai pontualmente às 16 horas para a Lagoa, impedindo que moradores da Lagoa trabalhem no comércio.

Para se ter ideia da falta de profissionalismo, o secretário Municipal de Turismo só foi na Lagoa apenas uma vez, e mesmo assim ficou no povoado. O interesse do governo municipal é realizar carnaval, gastar milhões e tentar concorrer com Porto Seguro nesse seguimento, que se diga mais uma vez, não é o de Ilhéus. O turismo ilheense é ecológico!

Por que não uma saída do Bairro São Miguel ou Savóia de barcos (turísticos), subindo o Rio Almada, passando por Aritaguá, Sambaituba, chegando a Lagoa Encantada?  Assim como a zona norte, a zona sul também proporciona a mesma opção, que o diga o Rio do Engenho, outro paraíso ilheense.

A culpa da falta de estrutura do turismo ilheense já vem há 30 anos, entra e sai prefeito, e o turismo não é abordado como saída e prioridade para geração de renda e vagas de emprego. Ilhéus, mesmo sem planejamento, atrai milhares de turistas.

Saí da Lagoa ainda mais convicto que Ilhéus é uma cidade abençoada por Deus, e está numa situação econômica difícil por incompetência de nossos governantes.

Galeria de fotos:

Jamesson Araújo é proprietário do Blog Agravo e empresário. 

Plano Safra e Invasões de propriedades

Por Luiz Henrique Uaquim

Que a política ideológica pelas invasões de terras contribuiu para quebrar o nosso país, não restam dúvidas. Assim, quadrilhas organizadas, com objetivos políticos definidos, promovem a bagunça que melhor lhes convém, levando ao caos, o setor que tem honrado os resultados da nossa balança comercial: o Agronegócio.

Planejar e oferecer aos produtores agrícolas, meios de gerar emprego e renda, contribuindo para o crescimento do país, deve ter mais do que um PLANO SAFRA, mais do que linhas de crédito; é preciso outrossim, que o governo garanta a quem trabalha e produz, a segurança da sua propriedade, bem como o escoamento e a liberdade de venda dos seus produtos.

Logo, as invasões de terras por grupos organizados, infestados de vagabundos e oportunistas, têm nome e apadrinhamentos, o que representa um acinte a toda cadeia produtiva, e ao Estado democrático de direito, à luz do qual se norteia a nossa sociedade.

Essa ideologia da invasão deve ser banida, para que o Estado volte a crescer, e o agronegócio possa ser um dos pilares a sustentar essa recuperação. A manutenção da ordem e da segurança do Estado não pode caber ao produtor, desarmado e indefeso, mas, ao próprio Estado.

Por conseguinte, ficam comprometidos pela insegurança, os caros recursos investidos no Plano Safra. Caros a todo o povo brasileiro.

Acreditamos que o MAPA, junto ao Ministério da Justiça, devam buscar, de imediato, soluções que assegurem aos produtores, a garantia de produzirem, evitando, assim, que sejam desapossados, como se nulos fossem seus títulos de propriedade. As invasões ameaçam a governabilidade e afrontam aqueles que pagam impostos, trabalham e produzem.

Luiz Henrique Uaquim é Diretor da UDP – União em Defesa da Propriedade

Ilhéus: O abandono paisagístico e a falta de asseamento de nossas praças

Por Jamesson Araújo

Praça JJ Seabra completamente abandonada. Foto Jamesson Araújo.

No último sábado (14), o prefeito Mário Alexandre defendeu agenda Turística entre as cidades circunvizinhas da Costa do Cacau. Apesar das iniciativas positivas da secretaria de Turismo neste 10 meses, o governo municipal precisa de auto-análise para falar de Turismo.

Ilhéus tem problemas pequenos, com soluções baratas, que poderiam ajudar não só nas áreas turísticas, mas também na qualidade de vida dos ilheenses. Um desses problemas é o abandono das praças. Algumas dessas praças que passaram por urbanismo nas gestões passadas como as praças do Pontal e Rui Barbosa, carecem de atenção imediata por parte da secretaria de serviços públicos, que falha ao pensar que o único objetivo é manter Ilhéus limpa. É revoltante não ver flores em nossas praças, um dedo de paisagismo, pequenos detalhes que mudam a autoestima do ilheense.

Estátua de Sapho – Única na America do Sul, fica na Praça J. J. Seabra em frente ao Palácio Paranaguá.

O que falar da praça JJ Seabra ? Sinônimo de incompetência das gestões no quesito especificado acima. O pior, tornou-se morada de mendigos que ali fazem suas necessidades fisiológicas, usam drogas, e sofrem com o abandono do poder público. Vale lembrar que nesta mesma praça estão as Estátuas de Sapho (unica na América do Sul) e Inverno, que passam despercebidas pelos turistas e nativos por falta destaque. ( Clique aqui para ler sobre Estátua de Sapho e Inverno).

Essa talvez seja a quinta vez que tratamos sobre o assunto, chamando a atenção do governo, que insiste na inércia.

A solução desses pequenos detalhes tem a aprovação do cidadão, a exemplo do projeto da mudança da feirinha da Guanabara que gerou um debate acalorado nas redes sociais. Somente no Facebook do Blog Agravo, mais de 20 mil pessoas debateram o projeto. Isso prova que o ilheense quer pequenas mudanças que interferem diretamente em suas vidas, com o governo gastando pouquíssimo. Estima-se que a mudança da feirinha e a reurbanização vão custar menos de R$ 300 mil reais.

Os ilheenses querem saúde e educação, mas também vida social, sendo as praças opções de lazer e interação, principalmente para as famílias e crianças.

Um novo tempo para o Sul da Bahia

Por Josias Gomes

Durante décadas, o Sul da Bahia, tendo Ilhéus e Itabuna como as duas maiores cidades, foi uma espécie de locomotiva do Estado, com a lavoura do cacau gerando receitas suficientes para impulsionar o desenvolvimento de outras regiões, chegando a representar 60% do PIB baiano.

Sucessivas crises, que culminaram no final da década de 80 e início dos anos 90 com a chegada e expansão da vassoura de bruxa, que em seu período mais crítico dizimou cerca de 80% da lavoura, fizeram com que a região mergulhasse numa profunda crise, com a explosão do desemprego e queda acentuada em todos os índices socioeconômicos. Itabuna e Ilhéus, as duas maiores cidades,

Durante quase duas décadas, justamente no momento em que a região mais precisou de apoio para se reerguer, governantes insensíveis e sem compromisso com o Sul da Bahia, se mostraram omissos, agravando ainda mais a situação e afetando milhões de pessoas. Práticas equivocadas de renovação da lavoura, por exemplo, levaram produtores a um endividamento brutal, tornando-os incapazes de investir na retomada da produção.

Hoje, ainda que o processo da completa recuperação regional ainda demande tempo e esforço, podemos afirmar que o Sul da Bahia caminha para um novo de duradouro ciclo de desenvolvimento. E isso se deve, em grande parte, ao apoio efetivo do Governo do Estado, iniciado na gestão de Jaques Wagner e que vem se consolidando com o governador Rui Costa.

O início das obras de duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, sonho de décadas que se torna realidade, é um exemplo da presença marcante do Governo do Estado. Mas não é o único. Outras obras importantes como o Hospital Regional da Costa do Cacau, as duas primeiras em fase de conclusão a terceira em ritmo acelerado, terão impactos positivos em toda a região. A viabilização da construção do Porto Sul e da Ferrovia Oeste Leste, já garantida através de parcerias com empresários chineses, permitirão a atração de grandes empreendimentos e geração de milhares de empregos.

O Governo do Estado também tem investido na cadeia produtiva do cacau, com o cultivo de amêndoas de qualidade e a produção de chocolates, e fortalecido a agricultura familiar e os pequenos produtores, que hoje representam 80% da produção rural na região.

São obras e ações que garantirão a retomada do desenvolvimento, tendo como resultado principal a melhoria da qualidade de vida da população e tornando o Sul da Bahia novamente protagonista do Estado.

É necessário destacar o papel do governador Rui Costa nesse novo momento da região e, mais do que isso, reconhecer a necessidade de que esse modelo de gestão democrática e com foco no desenvolvimento de todas as regiões do Estado e não apenas da Capital, deve ser mantido.

*Josias Gomes é secretário de Relações Institucionais da Bahia e deputado federal/PT

CGU descobre o que os ilheenses já sabiam desde 2012 : “Construção” terminal Pesqueiro de Ilhéus foi superfaturado

Terminal Pesqueiro de Ilhéus.

O Ministério da Transparência e a Controladoria Geral da União (CGU) divulgaram nesta quarta–feira (27/09/2017) o resultado da avaliação da implantação de Terminais Pesqueiros Públicos (TPP), que tem o objetivo de verificar se os TPPs são construídos ou reformados em cumprimento à legislação; se operam conforme especificações técnicas e sanitárias; e se auxiliam na ampliação e desenvolvimento da pesca.

Um dos alvos dessa avaliação foi o Porto Pesqueiro de Ilhéus, que segundo o relatório da CGU tem uma lista enorme de irregularidades, e foi superfaturado em mais de R$ 1.327.906,87 (Hum milhão, trezentos e vinte sete mil, novecentos e seis reais, e oitenta e sete centavos).

Mas a informação do CGU não é novidade para os ilheenses. O Blog Agravo desde 2012 apontava irregularidades, chegando a questionar o valor investido (10 milhões de reais) na suposta construção do porto, sendo que a estrutura já existia devido ao antigo Porto de Ilhéus. (Clique aqui para ler). Na época as matérias questionadoras do Blog Agravo repercutiram no Governo da Bahia, e criaram um grande mal estar no grupo do PP, diga-se o ex-prefeito Jabes Ribeiro, que tinha indicado o seu braço direito para a presidência da Bahia Pesca, Isaac Albagli; que comandou a instalação dos terminais pesqueiros de Ilhéus e Salvador.

Na época, o presidente da Bahia Pesca respondeu as matérias e negou irregularidades ao Blog Agravo. ( Clique aqui para ler).

Segundo o relatório técnico da CGU, as irregularidades atingem desde a elaboração dos projetos dos terminais de Salvador e Ilhéus, onde foram constatados R$ 4.418.573,16 (quatro milhões, quatrocentos e dezoito mil, quinhentos e setenta e três reais, dezesseis centavos) em serviços com unidades de medidas inadequadas, que equivalem a 47% do total contratado. Tal constatação evidencia que não havia como detalhar e orçar adequadamente a obra a partir do projeto básico, que se mostrou insuficiente.

Os problemas apontados pela CGU vão desde práticas irregulares da Bahia Pesca e superfaturamento decorrente de sobrepreço, superfaturamento por medição até o pagamento de serviços não executados e a não utilização de BDI diferenciado para aquisição de equipamentos. Tal situação é ainda agravada em razão de alguns desses serviços sequer terem sido executados, tal como a dragagem e a cobertura termoacústica.

Vale lembrar que durante a inauguração do terminal pesqueiro, o ex- governador Jacques Wagner puxou a orelha do presidente da Bahia Pesca, pelo não funcionamento adequado.  (Confira a matéria e vídeo do Blog Agravo clicando aqui).

Depois do escândalo da Operação Citrus, o grupo Jabista segue a passos largos para outro envolvimento em desvio de dinheiro.

Confira o relatório da CGU sobre o Terminal Pesqueiro de Ilhéus clicando AQUI. 

Confira o relatório completo da CGU sobre os terminais pesqueiros clicando aqui.

O novo Brasil sem Lula

Por Juan Arias/ Jornal El País

Já são poucos os analistas que confiam que o Brasil possa voltar a ser presidido por Lula e seu partido. Foto de Paulo Whitaker/Reuters.

Os países são maiores e mais importantes do que seus governantes. E mais ricos, humana e culturalmente. O Brasil também é, e não pode ficar estagnado no “Lula sim” ou “Lula não”. Se ficar preso à disputa política e às redes de corrupção, o país corre o risco de atrasar a mudança que a sociedade está pedindo.

Já são poucos os analistas que confiam que o Brasil possa voltar a ser presidido por Lula e seu partido, que foi uma peça importante da história recente. Seu ciclo político termina, como indica a chuva de denúncias e acusações que caíram sobre o ex-presidente mais carismático e de maior projeção internacional, esta semana da boca de Antonio Palocci, que foi seu principal ministro, amigo e conselheiro, e, agora, o primeiro líder de seu partido a romper o pacto de silêncio. O Brasil está saindo, ferido e desconcertado, de um período de incerteza política e de medos de voltar ao pior de seu passado. Pode ser que sejam feridas que deixem marcas difíceis de curar ou talvez, como escreveu em uma nota no Facebook minha colega Carla Jiménez, podem ser “os problemas de crescimento da democracia”. :: LEIA MAIS »

Somos ou não galináceos

Por Mohammad Padilha

A implantação da política Neoliberal no Brasil, governo FHC, vendeu e privatizou as melhores estatais brasileiras para grandes holdings estrangeiras. O adventício e também pernicioso socialismo massivo pseudo bolivariano implantado durante os quase 16 anos de governo petista acabou por conduzir à bancarrota o país, quando “flexibilizou” a corrupção, o suborno e a roubalheira subvencionista. Isso nos leva a concluir que, só quando um ser humano atingiu certo nível de vida material e mínimo bem-estar social é que uma verdadeira cultura intelectual e um interesse por preocupações mais elevadas se tornam possíveis para ele. Sem essa preliminar, tais aspirações ficam, simplesmente, fora de questão.

Seres que estão constantemente ameaçados pela miséria mais terrível não podem apreciar os mais elevados valores culturais tanto quanto de usufruir dos seus direitos constitucionais conquistados ao longo da história do seu país. Portanto, só após decênios de combates por conquistas sociais democráticas que lhes permitiram garantir melhor nível de vida é que a questão do desenvolvimento intelectual e cultural pode começar a se apresentar aos trabalhadores. E são justamente essas aspirações que os patrões mais temem.

Para a classe capitalista, a frase do ministro espanhol Juan Bravo Murillo continua a valer ainda hoje: “Entre os trabalhadores não precisamos de homens capazes de pensar; precisamos de animais capazes de se esfalfar.”. (Juan Bravo Murillo Fregenal de la Sierra, 9 de Junho de 1803​-Madrid, 10 de Janeiro de 1873)​. Foi líder político, jurista, teólogo e filósofo espanhol de ideologia liberal. Foi membro relevante e destacado no partido moderado e ocupou diferentes cargos políticos durante o reinado de Isabel II. :: LEIA MAIS »

BRASIL S.A. e O Crash da bolsa moral

Por Mohammad Padilha

Tem gente que costuma atribuir culpa ao eleitor pela debacle política brasileira; por votar vota errado, superficial e levianamente. Acho que nem Freud explica. Vivemos uma casmurra e resignada realidade política e constitucional lateralmente imoral, anacrônica e adversa… Numa boa! Que reação pode esboçar o eleitor brasileiro diante da coercitiva e constrangedora obrigatoriedade de votar? E, diante de um sistema eleitoral viciado que nos remete aos ideais das “pirâmides financeiras”, nesse caso, pirâmide eleitoral, comandada dos seus tronos partidários por oligarcas que se perpetuam por décadas no poder e, quando morrem, ainda assim deixam o feudo político por herança cabedal à sua genealogia sucessória? Fazer o que? Aqui não cabem ideias ou ideais do anarquista Mikhail Bakunin.

E olha que ainda carregamos históricas cicatrizes dos látegos nos pelourinhos dos nossos governantes; do liberalíssimo Fernandinho H. C., das empobrecedoras privatizações; dos anos “quentinha azeda” dos governos petistas do padrasto tio Lula – que quer voltar -; dos governos edipianos da não menos inesquecível tia Dilma, apeada pelo impeachment urdido por sua própria base aliada, o famigerado PMDB, contraditoriamente, também em desfavor do povão que, tão ideológica e politicamente perdido nos meandros da pirâmide eleitoral brasileira nem teve tempo de comemorar, pois o fumo temer’oso do faustoso presidente veio impávido e brutal nos atos, PECs, MPs e projetos salvadores sopesados sobre nós como a Reforma Trabalhista, da Previdência, etc. etc. essa última, ainda em beatificação pelo Congresso.

Ao confrontarmos um Brasil envolvido e solapado por essa ladroagem desenfreada praticada por entes servidores do Estado; grandes empresários e, principalmente, capitaneados por nossos representantes no poder legislativo e executivo. Pasmos, ficamos como que se saídos da escura caverna de Platão, de onde nada percebíamos sobre os bilhões que passam impunemente do Estado/povo para as mãos sujas dos políticos ladrões com foros especiais. :: LEIA MAIS »

O senhor faz a “Tabula Roxa” doutor?

Por: Mohammad Padilha

Tenho uma grande novidade para te dar, e, é que me reconciliei com zefis, e que o serralho que estava dividido entre nós duas, se reuniu. Só tu nos faltas neste país onde reina a paz: Vem, pois meu querido Usbek, vem, para que triunfe o amor.” Montesquieu – Cartas Persas (Carta XLVII) Zachi a Usbek, de Paris.

Às vezes fico remoendo por dentro, escarafunchando ilações, intuindo suposições e ate buscando razões no inconsciente e no irracional dos porquês humanos. Estou referindo-me à sanha, ao anelo, ao frenesi que acomete humanos políticos, aliás, muito mais políticos que humanos! É como se a alquimia metafísica da lua cheia que altera as marés, que desperta o cio dos lobos; os caranguejos e aracnídeos para a andada; as mulas sem cabeça para espojarem-se nas encruzilhadas; os lobisomens sedentos por sangue, também afete e arrebate os homens políticos, predominantemente os mais políticos que humanos.  Arrebatados da razão lógica para o impulsivo festim da psique que se contorce sedenta por votos endorfínicos de natureza lúdica. Deve ser!

Noites delirantes e agitadas, eles levam as angústias e os anelos para sob os lençóis e lá se enroscam desvairados num corpo-a-corpo estafante e suarento onde não há vencedores. São salvos pela madrugar do dia que lhes toma da noite para a dura realidade das ruas, das ladeiras íngremes, dos barracos fedorentos, das águas sujas, das crianças cheirando a miséria, dos suores acres da pobreza, da excludência do sabão. É aí onde nadam a braçadas na desesperança dos crédulos, onde mendigam votos, travestidos de personagens lacrimosos, suplicantes e teatralizados. :: LEIA MAIS »

Ilhéus: Bahia Pesca discute navegabilidade na Enseada do Pontal

Baía do Pontal.

Os pescadores da região Sul da Bahia que navegam pela Enseada do Pontal para utilização do Terminal Pesqueiro têm encontrado dificuldades para entrar nesse trecho do litoral ilheense, devido ao baixo calado no mar aberto próximo ao Morro de Pernambuco. Por isso a Bahia Pesca (empresa vinculada à Secretaria de Agricultura) criou um grupo de trabalho para discutir soluções para o problema.

A Enseada do Pontal é uma importante área de navegação, de papel central na economia de Ilhéus. Para os pescadores, particularmente, a enseada assume posição de destaque na logística de comercialização dos pescados. “No ano passado mais de cinco mil embarcações e 90 mil pessoas usaram o Terminal Pesqueiro de Ilhéus. Assim, a dificuldade de navegação tem causado um impacto negativo na vida desses profissionais e da comunidade, e nós não assistiremos isso acontecer passivamente”, afirma o presidente da Bahia Pesca, Dernival Oliveira Júnior.

Entre janeiro e junho desse ano o Terminal Pesqueiro Público de Ilhéus recebeu quase 85 toneladas de pescado. As embarcações consomem, anualmente, quase dois milhões de quilos de gelo, fabricados no próprio terminal.

Dentre as opções que estão sendo discutidas pela Bahia Pesca com a Associação dos Produtores e Armadores de Camarão e Peixes Diversos (Acape) estão a dragagem da entrada da barra (em mar aberto) ou a construção de um quebra-mar para proteger a entrada e saída das embarcações e manter a acessibilidade natural do canal.

“Após as intervenções na enseada teremos uma navegabilidade muito maior. Isso beneficiará não só os pescadores, mas também incentivará a chegada de novos investimentos ao município, como marinas e outras atividades relacionadas ao turismo náutico, apenas para citar alguns exemplos”, explica Dernival Oliveira Júnior.

*Matéria da Ascom da Bahia Pesca.

AGENDA PARA O FUTURO

A Agenda 34 (A34) é um agrupamento que visa contribuir para a melhoria do futuro de Ilhéus, visando o advento dos seus 500 anos em 2034. Fundado após reuniões que pudessem dar corpo e amadurecer as intenções do grupo, a A34 parte para a segunda etapa com o início das atividades. A cidadania afirmativa é a principal ferramenta adotada. Pretende-se preparar pessoas e estruturas, desenvolvendo ações de interesse coletivo que possam ser executadas pela comunidade, pelo poder público ou pela própria A34, em conjunto ou separadamente. A educação é a matriz das ações e será observada ao desenvolvê-las, como também a memória e o meio ambiente regionais.

Sabe-se que as ações da A34 serão políticas, no sentido lato do termo, pois são de interesse público, dentro de uma sociedade e com envolvimento da de finalidades da administração municipal. No entanto, as ações não se prestarão a manifestações partidárias. Serão pensadas, desenvolvidas e planejadas exclusivamente com a intenção de contribuir para um futuro melhor, livremente destinadas a quem puder concretizar o planejamento. Espera-se ajudar Ilhéus até o seu quinto centenário, de forma colaborativa, com participação ampla da sociedade e das entidades públicas e privadas; e em participação nos fóruns de discussão em defesa dos interesses coletivos no município de Ilhéus.

O Termo de Fundação foi registrado no Cartório de Títulos e Documentos sob o nº de ordem 42884 para fins de conservação e publicidade. A solicitação de certidão é livre. A A34 continuará com as reuniões ordinárias, deverá ampliar o agrupamento e apresentar a primeira ação em breve.

Transporte Alternativo ou “Clandestino”, eis a questão

Por  Joaquim Bastos

Nos últimos meses muito se falou ou se discutiu, na cidade de Ilhéus, sobre “Transporte Clandestino”, principalmente após a invasão da Praça Rui Barbosa por esses veículos.

O problema é antigo, mas voltou à baila após entrevista dos Presidentes da ASTRACOM (Associação de Transporte Clandestino de Ilhéus) e da COOPETRANS (Cooperativa de Transporte do Sul da Bahia) no programa O Tabuleiro – FM CONQUISTA, quando afirmaram que a utilização daquele espaço havia sido autorizada, pelo Prefeito do Município.

Com base nessas declarações, o tema “Transporte Clandestino” poderia ser discutido sob diversos contextos (da Inclusão Social à Ilegalidade). No entanto esse artigo, tem cunho meramente provocativo, e de modo a não torná-lo um poço sem fundo, optamos por analisar o problema enfatizando três hipóteses para o surgimento do “Transporte Clandestino”:

1ª) em função da ineficiência do Transporte Público;

2ª) em função da demanda pelo Transporte Público ser maior que a sua oferta;

3ª) em função da ineficiência do Poder Público Municipal para disciplinar e/ou legalizar esse tipo de Atividade.

Aqui não vamos enfatizar o Transporte realizado pelos Táxis (Decreto 032/78). Vale ressaltar que, em junho do ano passado, a categoria protestou, realizando uma grande carreata, fazendo com que a Prefeitura de Ilhéus emitisse Nota Pública considerando ilegal o “Transporte Clandestino”. À época, tal protesto gerou ações para coibir essa atividade. Por outro lado, a informalidade com que essa prática é desenvolvida, traz uma série de prejuízos para os cofres públicos do Município, desde quando não há recolhimento dos diversos tributos incidentes sobre a atividade.

Fazendo uma análise das informações, observamos que o Transporte Público, tem que levar em consideração o número de ônibus em circulação, o seu estado de conservação, o tempo/idade de uso, se o número de linhas/rotas é suficiente para atender a todos os Bairros (Zona Urbana) e às Vilas e Distritos (Zona Rural), se  o Estatuto do Idoso está sendo observado e respeitado, se as empresas trafegam com o percentual de veículos determinado por lei para atender aos deficientes físicos, dentre outros itens.

Em Ilhéus, as empresas de ônibus VIAMETRO E SÃO MIGUEL utilizam 140 veículos de modo a atender às 68 linhas estabelecidas nos Contratos de Concessão (50% para cada uma delas); geram, aproximadamente, 1.000 empregos formais, atendem ao deficiente físico na zona urbana e trafegam das 06:00 às 23:30 horas, diariamente.

Com todas essas informações fazendo parte do contexto do presente artigo, surge a pergunta que não quer calar: por que os usuários utilizam o “TRANSPORTE CLANDESTINO”?

Para a quase totalidade dos entrevistados, a resposta,  quanto aos motivos que levam os usuários a fazer uso desse tipo de transporte, é simples: a ineficiência do Transporte Público, pois as empresas de ônibus que exploram essas concessões deixam muito a desejar com relação ao estado de conservação dos veículos, não atendem com pontualidade os horários, muitas cadeiras estão danificadas e são desconfortáveis, veículos sujos internamente, oferta insuficiente de veículos para atender à demanda nos horários de “rush”, quando o tráfego aumenta consideravelmente, fazendo com que muitos dos passageiros fiquem em pé, bem como a demora entre ônibus para o mesmo destino que, por vezes, ultrapassa 40/50 minutos de espera.

Todos esses fatores atuando negativamente, contribuem para que o “Transporte Clandestino” ganhe corpo, desde quando, para os usuários  desse tipo de transporte, não há preocupação se o mesmo “atende às normas de trânsito, se a habilitação do motorista é adequada para transportar passageiros, se a segurança  pessoal e de terceiros é levada em consideração, se os equipamentos obrigatórios estão em perfeito estado de uso e se há respeito aos demais usuários que estão em  tráfego”.

Vale destacar que o “Transporte Clandestino”, preferencialmente, circula nas vias de grande movimento, em locais onde acontecem shows e em horários nobres.

Se pensarmos no momento atual pelo qual atravessa o país, no que se refere aos desempregados, todos esses pontos deverão fazer parte do X DA QUESTÃO, quando as autoridades constituídas, Executivo e Legislativo, sentarem para discutir um assunto tão sensível. O que não podemos admitir é que, alguns políticos prefiram  “prestigiar” essa atividade clandestina a ter que  buscar uma solução para o problema.

* AGENDA 34, Reitor da UESC (2004/2012), Secretário de Planejamento do Município (2013/2016).



Acordão para manter Lula e Temer longe de Moro nasce em Brasília

Do Jornal Estadão

Estão em curso em Brasília as tratativas de um acordão que visa a utilizar uma eventual eleição presidencial indireta para “anistiar” parte do mundo político e colocar o Congresso como contraponto à Lava Jato e ao Ministério Público Federal. Os cérebros da trama atuam, sobretudo, no Senado Federal. Na ponta final da maquinação está o compromisso de alterar a Constituição para garantir foro privilegiado a ex-presidentes da República, o que beneficiaria diretamente Lula, Sarney, Collor, Dilma e, eventualmente, Michel Temer, todos alvo de investigações.

O grupo suprapartidário de senadores entende hoje que uma eventual eleição indireta para a Presidência deve seguir o modelo bicameral: aprovação de um candidato pela Câmara a ser referendada posteriormente pelos senadores.

Na prática, isso significaria um peso maior para o voto dos 81 senadores sobre o dos 513 deputados, o que diminuiria drasticamente as chances de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, ser eleito para o Planalto. Ciente desse movimento, os apoiadores de Maia sondaram o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para ser o vice do deputado.

 O problema é que os senadores acham que Maia, uma vez eleito presidente da República, não sobreviveria ao que chamam de “jogo baixo da Lava Jato”. Avaliam que a cabeça de Maia se tornaria o troféu a ser apresentado pela longa fila que hoje tenta fazer delação premiada. A gravação feita por Joesley Batista de uma conversa com Temer comprovou, na visão dos senadores implicados na Lava Jato, que o Ministério Público Federal está disposto a tudo para “destruir o mundo político”.

Golpe de mestre

Opinião publicada no Jornal Estadão

O Brasil está sofrendo prejuízos incalculáveis com as delações dos donos da JBS. Mas houve quem saísse no lucro – em especial os próprios delatores. E que lucro.

O acordo para a delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, fechado com o Ministério Público Federal, prevê imunidade completa para os dois. Eles não passarão um minuto sequer na cadeia nem terão de usar tornozeleira eletrônica, podendo deslocar-se pelo mundo como bem entenderem, inclusive com residência fora do País. Tampouco serão obrigados a deixar o comando da JBS. A única punição para os Batistas será o pagamento de uma multa, além da entrega dos negócios ilegais da JBS.

Foi um negócio da China. A ser verdade o que relataram aos procuradores, os Batistas cometeram diversos crimes. Na gravação que chegou ao conhecimento do público e que está no centro da crise enfrentada pelo governo de Michel Temer, Joesley comenta com o presidente que comprou políticos e até um procurador da República para obter informações sobre investigações contra a JBS. Em outros anexos, o empresário relata como corrompeu dúzias de parlamentares, servidores públicos e partidos.

Tudo isso deveria ser suficiente para condenar os irmãos Batista a uma longa temporada na cadeia e a JBS a perdas proporcionais aos estragos que causou, a exemplo do que está acontecendo com Marcelo Odebrecht e a empreiteira que leva seu sobrenome. Mas, por razões que somente a Procuradoria-Geral da República será capaz de explicar, nada disso vai acontecer. :: LEIA MAIS »

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