Demora de Bebeto no posicionamento político vem causando desgastes entre seus aliados.

O deputado federal Bebeto Galvão (PSB) está retardando o máximo possível sua definição se vai sair candidato à reeleição a deputado ou se será suplente do pré-candidato ao Senado, Jaques Wagner (PT). No meio político, principalmente entre seus apoiadores, a indefinição vem gerando desgastes, principalmente entre os vereadores e apoiadores do partido em Ilhéus.

“Faltando três meses para a eleição, uma indefinição dos caminhos políticos pode dificultar todo o planejamento partidário”, afirmou o vereador e presidente da Câmara de Ilhéus, Lukas Paiva (PSB), que caso Bebeto saia à suplência ao Senado, deve colocar o seu nome para a Câmara Federal.

O vereador Fabrício Nascimento, em bate papo com o Blog Agravo, lembrou que a demora na decisão vem gerando desgaste na base e o impasse pode prejudicar o fortalecimento do partido na região.

No dia 4 de julho Bebeto realizou uma plenária em Salvador que contou com mais de 400 lideranças, entre eles prefeitos, vereadores, sindicalistas e filiados do PSB. Depois de 5 horas de discurso e debates, nenhuma decisão foi tomada, e ficou certo que só após uma conversa com o governador Rui Costa é que o deputado iria decidir se aceita, ou não, a suplência. Lá se vão 11 dias, e nenhuma posição foi tomada.

Segundo analistas políticos, a candidatura da senadora Lídice da Mata à Câmara Federal, pode atrapalhar uma reeleição de Bebeto, que também tem outra pedra no sapato, chamado Marcelo Nilo. Pelos cálculos, o PSB só faz dois deputado federais na eleição de outubro.

Nos bastidores da política, a indefinição de Bebeto tem a ver com, a cada vez mais forte, possibilidade de Jacques Wagner ser o “plano B” do PT para uma candidatura para presidente da República, que poderia dificultar todo o acordo da suplência ao Senado.

Tentamos contato com o deputado e sua assessoria, por intermédio de Alisson Gonçalves, mas não tivemos retorno.