A manhã desta segunda-feira (20/03), na agenda de mobilização da APPI/APLB para a greve Geral, foi marcada pela realização de um debate sobre a Reforma da Previdência entre Trabalhadores da Educação e deputados federais da região (foram convidados também os deputados de outras regiões que tiveram mais de mil votos pelo Sul da Bahia). Compareceram ao chamado os deputados Bebeto Galvão (PSB/Ba.) e a representação do mandato de Davidson Magalhães (PC do B/Ba.), através do presidente do Sindicato dos Bancários de Ilhéus, Rodrigo Cardoso. Além dos convidados, ocuparam a mesa do evento o presidente da APPI, Osman Nogueira e a coordenadora regional da APLB, Ruth Menezes.
 
“Os fundamentos das reformas propostas pelo governo têm lugar no liberalismo econômico, na desregulamentação do mercado de trabalho e, nesse mesmo caminho, na Reforma da Previdência. Todas as mudanças atendem ao interesse de setores das elites e das representações patronais que querem ocupar o poder e, como consequência, os trabalhadores do Brasil serão atingidos individual e coletivamente”, alertou o deputado Bebeto Galvão.
 
O representante do deputado Davidson Magalhães – que não compareceu por compromissos de agenda já assumidos anteriormente – fez uma análise de como as reformas, bem como a emenda à constituição que proibiu o aumento real de investimentos públicos por vinte anos, inserem-se na política de estado mínimo, proposta pelo PMDB no projeto ‘ponte para o futuro’. “Esses eram os compromissos assumidos pelo atual presidente Temer com o grande capital financiador e avalizador do processo de interrupção do mandato de Dilma Rousseff. O deputado Davidson Magalhães é contra a Reforma da Previdência e, inclusive, editou uma cartilha sobre o assunto que foi distribuída no evento da APPI”, destacou o sindicalista Rodrigo Cardoso.
 
Como parte do evento, os participantes também foram informados sobre a agenda de atividades da APPI para esta segunda semana de mobilização. “Nunca foi tão importante cada pessoa ter consciência de seu papel social. Estamos realizando panfletagens e indo às escolas conversar com professores sobre as reformas trabalhista e previdenciária e estamos centrando a greve na discussão de como o trabalhador será o mais prejudicado, revelando que o que está por trás das mudanças, na verdade, é um amplo movimento de privatização da Previdência, Saúde e demais setores”, esclareceu Enilda Mendonça, Secretária Intermunicipal da APPI.